O CineCappuccino nasce de duas paixões desta jornalista. A primeira, o cinema que faz parte da minha vida desde os três anos de idade (o primeiro longa que assisti no cinema segundo a minha mãe foi Bernardo e Bianca da Disney. Quem lembra?)
A segunda é o cappuccino, esta bebida que eu consumo quase todos os dias e me dá prazer, tanto quanto assistir filmes. Quantas não foram as xícaras de cappuccino que eu já tomei na frente do computador, durante os meus trabalhos de curadoria. Ou mesmo durante os intervalos dos festivais de cinema e antes (ou após), uma sessão de um filme.
A cada viagem eu conheço uma cafeteria diferente. Quem me conhece sabe bem. Mas aqui o cappuccino tem um segundo significado. Desde que eu comecei a frequentar festivais de cinema, que foi o Curta-Se em Sergipe em 2010, eu fui me aproximando mais do formato dos curtas-metragens.
Foi a partir da 11ª edição do festival (em 2011), que eu fui convidada pela primeira vez, a ser júri de curtas. De lá para cá foram incontáveis júris e desde 2016, me dedico também à curadoria em festivais de cinema (na maioria, escolhendo curtas). Só em 2025 devo ter assistido cerca de 1500 curtas (seja para curadoria, júri em festivais e cineclube).
Então posso dizer que os curtas (muitos hoje, melhores que muitos longas) fazem parte da minha rotina como cinéfila.
E para quem não sabe, o cappuccino, que é uma bebida composta de café, leite vaporizado e espuma, nasceu pelas mãos do monge italiano da ordem dos Capuchinhos Marco D’Aviano, no séc. VI. Ele foi uma figura da igreja católica muito importante na contenção do islamismo na região. Com isso, durante a tentativa de invasão a Viena, o exército islâmico recuou, deixando várias sacas de café que, para o gosto dos italianos, eram muito amargos.
Foi aí que os vienenses adicionaram leite e mel e a famosa receita foi batizada em homenagem ao monge. E a palavra que vem de origem italiana quer dizer capuz. Juntando com o ino (diminutivo) ficou pequeno capuz.
E assim são os curtas-metragens. São filmes de curta duração, muitas vezes pequenas pérolas que podem começar de 1 minuto, chegando a 20, 25 (no Brasil foi estabelecido pela Ancine 15) minutos, onde os realizadores desenvolvem uma história. No Brasil, a maioria dos festivais estabelecem até 20 minutos (alguns como o Kinoforum – Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, chegam a 25).
E aqui no Cine Cappuccino pretendo abrir um espaço para falar mais sobre este formato tão restrito ao circuito dos festivais, mas que hoje pode ser visto também em algumas plataformas de streaming. Aqui vou fazer pequenas (ino) críticas sobre o formato, sem deixar de falar de longas também, principalmente nacionais e do circuito mais independente.
Porém, o cinema é universal, então há espaço para o cinemão (passando pela minha curadoria).
Os festivais de cinema são o outro ponto aqui no site. Como eu mesma disse, frequento festivais desde 2010 e quero continuar fazendo as coberturas e mostrando o que está se fazendo, fora do circuito comercial.
Com minha formação em jornalismo, eu sempre quis fazer alguma coisa para mim mesma. Sou da época da mídia impressa e trabalhei em revistas especializadas por alguns anos. Passei por alguns sites também, mas agora eu sigo minha trajetória solo, fazendo algo que eu venho aprendendo há alguns anos.
Espero que este seja um começo de mais um projeto no cinema (dentre muitos que tenho feito nestes últimos anos) e quero dividir com vocês leitores (realizadores, estudantes, produtores e demais entusiastas do mercado audiovisual) tudo o que eu puder, dentro deste universo.