Por Clarissa Kuschnir
Na semana em que se comemora a Páscoa, não tem melhor presente cinéfilo do que assistir a “A Sétima Morada”, de Márta Mészáros. Aliás, como não amar a filmografia desta cineasta Húngara, pioneira em seu país de origem. Cada obra sua é como uma aula de vida, de sabedoria e de cinematografia. Com sua filmografia sempre direcionada para o feminino e em especial para a maternidade, Márta (que este ano completa 95 anos), a cada roteiro e história contada nas telas, sabe do que está falando. E tudo soa tão natural em seus filmes. É como se nós tivéssemos ali observando suas personagens sem deixar de sentir os dilemas femininos, que suas personagens estão passando. E hoje no Cineclube Araucária falaremos sobre A Sétima Morada, longa de 1996, baseado na vida de Edith Stein, uma filosofa judia que foi uma conhecida professora universitária na Alemanha, nos anos 30 e por vontade própria, acaba se convertendo a cristianismo, anos antes de ascensão de Hitler. E a justificativa dessa mudança é que ela encontrou o amor verdadeiro, nos ensinamentos de Jesus. E para quem conhece bem os princípios cristãos, sabe o quanto realmente Jesus foi amor puro em todos os sentidos, o que foi muito distorcido e ainda continua, por muitas religiões. Para mim assistir mais essa pérola de Márta sobre essa mulher tão forte, verdadeira, e que seguiu exatamente o que ela acreditava, mesmo tendo todas as chances de poder fugir da Alemanha, para não ser pega pelo regime Nazista, é uma lição de que ela cumpriu a sua missão, o que culminou na sua canonização, em 1988 pelo Papa São João II, ficando conhecida como Santa Teresa da Cruz, nome que diz muito, sobre a vida e os sacrifícios de Jesus. E como todos os filmes da Márta, sempre tem seu lado materno, aqui fica a cargo da mãe de Edith fazer este papel, que ao saber da escolha da filha, não quer mais contato com ela. Mesmo sabendo do amor que ambas, sentem uma pela outra. Ao se tornar uma irmã Carmelita, Edith também teve seu papel de mãe, ajudando uma menina judia que perdeu seus pais, que ficou com ela até sua prisão em Auschwitz. Ou seja, é mais um grande filme, de uma cineasta que já ganhou meu coração cinéfilo.
O Cineclube Araucária acontece todas as semanas às terças-feiras (hoje excepcionalmente na quarta) , online, sempre às 20h.
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