A2 Filmes traz para as telas o icônico carro como protagonista, em versão brasileira
Por Clarissa Kuschnir
Para quem viveu a infância e adolescência entre os anos 70 e 80 sabe bem o quanto o Fusca era um dos automóveis mais populares da época. Segundo a minha mãe, ela teve um fusca azul, porém eu não lembro, por ser muito pequena. No Brasil, o automóvel começou a ser produzido nos final dos anos 50 pela Alemã Volkswagen. No cinema tivemos o famoso Herbie que deu origem ao conhecido longa “Herbie – Se Meu Fusca Falasse” lançado pela Disney, no final dos anos 60, seguindo com diversas continuações inclusive com uma versão em 2005, estrelada por Lindsay Lohan. E no Brasil, o mais recente Fusca que virou o queridinho dos cinemas é o “Piu Piu”, usado por Wagner Moura em “O Agente Secreto”. Aproveitando o embalo da fama do carro, a A2 Filmes chega aos cinemas com “O Velho Fusca”, do cineasta gaúcho Emiliano Ruschel (“Segredos”, “Maverick: Caçada no Brasil”). No filme, Caio Manhente (“D.P.A – o Filme”) é Júnior, que ao completar 18 anos tenta se aproximar do avó (Tonico Pereira), afastado há anos do convívio familiar, com o intuito de ganhar de presente, o Fusca esquecido na garagem. Tudo isso para poder conquistar a garota dos seus sonhos e poder ser aceito, no meio em que vive. Inclusive o filme já abre com aquele bordão “dá para entender muito bem sobre uma pessoa pelo carro que ela dirige” e foi assim que a coletiva de imprensa em São Paulo começou, com a jornalista e mediadora Renata Muniz, que depois de apresentar o elenco presente (Caio Manhente, Giovanna Chavez, Christian Malheiros, Rodrigo Ternevoy, King Saints, Cléo Pires e o diretor Emiliano Ruschel) perguntou, se eles concordavam com isto, ou se teria algum outro objeto além do carro, que os definiria.
“Eu acho que tem a ver, porque o carro você o usa para o que você precisa de acordo com o dia a dia que você tem organizado para você. E isso tem a ver com a sua personalidade, disse Cléo Pires, a ser a primeira a responder.
Já King Saints que é atriz e compositora (ela compõe uma música do filme), disse que ela seria um híbrido já que se sente como uma faz tudo, no meio do entretenimento. Rodrigo Ternevoy disse que o Fusca traz muito essa parte da nostalgia, pois seu pai teve um na cor verde abacate, e que ele lembra com muito carinho. Se ele fosse um carro, ele seria uma Belina antiga, que está na garagem e que de vez em quando, alguém lembra dela. Giovanna Chavez não saberia dizer, pois ela nem dirige, mas complementou que o Fusca é um personagem do filme, que liga as histórias. E este é exatamente o mote do filme. Caio Manhente fez questão de falar que se identifica com a bicicleta, que é bastante usada no filme pelo seu personagem, até chegar no Fusca. Caio Malheiros seria um carro elétrico, o queridinho da vez. O diretor Emiliano Ruschel disse que se identifica muito com o carro justamente por ter tido o pai caminhoneiro, que o levou a viajar pelo Brasil inteiro. Para ele a conexão com o carro sempre foi muito forte (tendo dirigido outros filmes, com este tema) e para “O Velho Fusca”, ele adquiriu o automóvel que foi reformado inteiro, logo depois que o filme acabou, sedo exposto para que as pessoas vejam, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, cidade onde ele mora. Em relação a representatividade do carro no filme, ele afirmou que funciona como uma metáfora.
“O Fusca foi escolhido por ser uma dos carros mais vendidos do mundo, com inúmeras produções, e hoje eles valem uma pequena fortuna, complementou. Ruschel fez questão de lembrar que muitas pessoas têm essa lembrança de andar no” fusquinha” e foi o primeiro carro que ele comprou, quando completou 18 anos. E no filme o Fusca é uma representação e uma reconstrução de afetos. O Fusca representa o personagem do Tonico que está ali abandonado. A reforma do Fusca é o que conecta o Junior ao avó.
Ou seja, o filme é o novo indo de encontro ao antigo, o que de certa forma pode agradar a várias gerações. Porém confesso que muitas falas do roteiro do filme (escrito por Bill Labonia) me incomodaram, com diálogos repleto de palavrões racistas, inclusive do próprio Tonico, que está extremamente estereotipado (assim com outros personagens) como acontecia muito nas telas, principalmente no cinema nacional, nos anos 80(lembrei até das piadas de Sergio Malandro). Quem acompanhou essa época do nosso cinema, sabe do que eu estou falando. Segundo o diretor, além do carro Fusca o filme vai além do objeto, no fundo ele fala sobre o perdão, e sobre o resgate dos relacionamentos. Em sua trilha sonora, o filme reúne nomes como Jorge Aragão, Péricles, Teresa Cristina, Paula Lima, Xande de Pilares, Diogo Nogueira, Jorge Vercillo, ao lado de artistas contemporâneos, como UCHA, Zé Vaqueiro, o rapper PK, Luiza Martins, KING Saints, Lucas Pretti, Miguelzinho do cavaco, Rigamontti, Gabriel Nandes, ALÊ e Adriana Stell e a atriz do filme e cantora Giovanna Chaves.
O longa chega essa semana ao circuito comercial e ainda inda tem no elenco Danton Mello, no papel de pai de Junior, fazendo par com Cléo Pires, que também assina, como uma das coprodutoras, ao lado da UNO Filmes e La Duka Produções
O Velho Fusca
(O Velho Fusca, 2026, Brasil, 97 minutos, Ficção)
Direção: Emiliano Ruschel
Com: Caio Manhente. Cléo Pires, Danton Mello, Tonico Pereira, Giovanna Chaves, Isaías Silva, Christian Malheiros, Yuri Marçal, Rodrigo Ternevoy, Leandro Lucca, Priscila Vaz, King Saints
Sinopse: Junior acha um carro antigo do avô e decide ficar com ele. Porém, com a chegada do veículo, ele precisa voltar ao passado e resolver um problema de família.
Onde Assistir: Nos cinemas a partir de quinta, dia 19 de março
Distribuição: A2 Filmes
Confira o trailer abaixo:
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