Hoje, quarta-feira 22 de julho, o cinema se despede de Luiz Carlos Barreto, que faleceu aos 98 anos de idade.
Nascido em Sobral, Ceará, em 20 de maio de 1928, o cineasta. vivia desde o final dos anos 40 no Rio de Janeiro. E sem dúvida Luiz Carlos Barreto, ou “Barretão”” como era conhecido no meio cinematográfico deixa um legado importantíssimo para para nosso cinema. Além de cineasta, e um dos percursores do Cinema Novo, era produtor, diretor de fotografia e também jornalista. Sua empresa, a L.C Barreto onde atuava ao lado de sua esposa Lucy Barreto, conta com mais de 60 anos de história e acumula mais de 150 produções entre: “Vidas Secas”(1963), de Nelson Pereira dos Santos, “Garrinha a Alegria do Povo”(1965), de Joaquim Pedro de Andrade, “Bye Bye Brasil”(1980), de Cacá Diegues, restaurado recentemente; “Dona Flor e Seus Dois Maridos”(1976), de Bruno Barreto (primeiro filho de Luiz Carlos Barreto), no pódio durante anos, como o maior sucesso de bilheterias do Brasil e da produtora),;“Isto É Pelé”(1974), do próprio Luiz Carlos Barreto e “Lula o Filho do Brasil”, de Fábio Barreto(segundo filho do cineasta falecido em 2019, depois de ficar quase dez anos em coma, por causa de um acidente de carro). Sem contar que “O Quatrilho” (1995), também dirigido por Fábio e “O que é Isso Companheiro” (1997), de Bruno foram indicados como finalistas ao Oscar, na categoria de melhor filme estrangeiro.
Recentemente, quando foi homenageado na 27ª edição do Cine PE, onde eu estava cobrindo como jornalista, eu tive a oportunidade de participar da coletiva e ouvi-lo contar um pouco, sobre sua história no cinema.
“Vou citar pela 10ª vez o nome de Roberto Rossellini. Uma vez em um papo que tive com ele na Floresta da Tijuca, ele me disse: Barreto existem duas espécies de cinema, o cinema fútil e o cinema útil. Quem vai fazer cinema tem que escolher se vai fazer cinema fútil ou útil. Na L.C Barreto nesses 60 anos, continuaremos a fazer o cinema útil”, disse Luiz Carlos Barreto sobre essa homenagem a sua empresa, na ocasião, sendo ovacionado pela plateia, em seguida.
E no dia seguinte durante a coletiva:
“O cinema brasileiro está em uma fase de internacionalização. O Brasil é um país rural e não pode ser urbano. Não que eu esteja defendendo a eliminação do cinema urbano. Mas não pode ser uma cinema preponderante do cinema brasileiro. A semente do Cinema Novo não foi sufocada, ela continua germinando, disse Luiz Carlos Barreto. E ele ainda complementou que não gosta de falar do passado, e sim de um futuro próximo, dizendo que recentemente fundou a empresa Amazonika SA, com o intuito de levantar financiamento para projetos que falem sobre o meio ambiente, incluindo animações.
Estes são dois trecho que tirei da minha matéria na época feita para o Vertentes do Cinema, onde tivemos a oportunidade de fazer uma Mostra de Curtas online da empresa, que pode ser lida aqui.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Portal de Notícias no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.







Deixe o Seu Comentário