Por Clarissa Kuschnir
Conheci Cervantes Sobrinho e Paulo Gomes (idealizadores do Cineclube Araucária e do Curta Campos do Jordão) em 2018, durante a abertura do Cinefoot – Festival de Cinema de Futebol. De lá para cá nunca mais nos separamos. E desde que fui chamada para fazer parte da 4ª edição do Curta Campos do Jordão, o festival já entrou no meu calendário cinéfilo. Seja como júri, curadora ou jornalista, é um festival muito especial. É focado em curtas-metragens, com uma programação intensa de filmes e feito no interior, na turística Campos do Jordão, cidade mais alta do Brasil , localizada na Serra da Mantiqueira. Em 2020 com a vinda da Pandemia de Covid 19, tivemos que nos adaptar com a vida dentro de casa . Com isso, além do festival acontecer do modo online começaram os encontros do Cineclube Araucária, que na ocasião já tinha 09 anos de existência presencial, onde ocorriam encontros mensais, no icônico Cine Glória (construído em 1942, em Campos do Jordão), conhecido também como, Espaço Cultural Dr. Além. Eu, me juntei ao Cineclube em 2020, desde a primeira exibição, e posso contar nos dedos, os dias que faltei ao encontro(que ocorre sempre às terças, às 20h). Para mim, foi um salto como jornalista especializada em cinema, já que durante estes anos tive a oportunidade de conhecer e rever obras de grandes nomes da cinematografia mundial como: Yasujirō Ozu, Kinuyo Tanaka, Federico Fellini, Pier Paolo Pasolini, Vitorio De Sica, Wim Wenders, Nelson Pereira dos Santos, Alberto Cavalcanti, Ruy Guerra, Glauber Rocha, Humberto Mauro, Mauro Peixoto, o animador brasileiro Ypê Nakashima , François Truffaut, Marcel Carné, Mohsen Makhmalbaf , Carol Reed, Orson Welles, Fritz Lang, Otto Preminger, Edvald Schorm, Krzysztof Kieślowski, Miklós Jancsó(que foi marido de Márta Mészáros), Janusz Morgenstern, Binka Zhelyazkova, Marcel L’Herbier, Georg Wilhelm Pabst, Mauritz Stiller, Ingmar Bergman, Aleksandre Rekhviashvili, os curtas ganhadores do Curta Campos do Jordão, entre outros. E tudo isso, de forma totalmente gratuita. Ou seja, participar de um Cineclube deveria ser obrigatório na vida de qualquer pessoa que admire o cinema como um todo. É neste ambiente, ao lado de pessoas diversas(de profissões e locais) e que gostam de cinema é que que ouvimos, falamos, debatemos e o mais importante, aprendemos uns com os outros. Fazer uma curadoria de Cineclube não é fácil, porém em tempos atuais, em que o cinema blockbuster produz tantas obras descartáveis(do meu ponto de vista) poder ter ao alcance tantas obras ricas é um privilégio, E fazer parte desta família é especial. Eu digo família porque os encontros online também ultrapassaram as telas e se tornaram presenciais, seja no Curta Campos do Jordão, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Paraty e até em Tiradentes. A data de hoje tem que ser reconhecida como um ato de resistência a cultura e ao cinema, este que faz parte da minha vida(seja pessoal e profissional), há alguns anos. Obrigada Cervantes Sobrinho e Paulo Gomes por manterem firmes e fortes, o Cineclube Araucária e o Curta Campos do Jordão. E o desejo é: vida longa ao Cineclube Araucária. E se você quiser fazer parte desta família, é só entrar em contato no : https://www.instagram.com/cineclube_araucaria/
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